De camarote

 A moçoila passou em frente ao meu prédio apertada numa calça esternida, daquelas de vestir com calçadeira. O tipo vinha em sentido contrário. Mirou o traseiro da moça e, de pescoço para trás, caminhou bem uns três metros, vidrado.

Da sacada, gritei: _ Olha o poooste! E me abaixei rapidamente. O susto foi grande! Sei disso pelas sublimes palavras que ele me dirigiu e as coisas lindas que me mandou fazer…

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

2 thoughts on “De camarote

  1. Concordo com o Amorim e digo mais: Você poderá agradar muitos mais leitores se continuar mostrando sua obra que tem nome e estilo. Abraço da Fatima/Laguna

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