O Catharinense Nossa Homenagem

Vitrine da Revistaria da Cidade onde se vê o painel em homenagem ao Jornal O Catharinense (D) e o rodateto com o texto (acima à E)

Inaugurada em 2007, a Revistaria da Cidade apresentava em sua vitrine principal um grande painel com o fac-símile do jornal O Catharinense e, em seu rodateto, a inscrição da instigante mensagem de Jerônimo Coelho, cujas palavras serviram de inspiração ao projeto da Revistaria e se traduziam como nossa homenagem a Jerônimo Coelho e à memória da Cidade. O painel fez sucesso e virou motivo de visitação por curiosos e alunos de jornalismo das universidades da região, muitos deles encaminhados por seus professores.  O Catharinense passou a ser a “marca” da Revistaria da Cidade estampando também nossas sacolas e material promocional.

 Mas, “nem tudo são flores”, diz a sabedoria popular. A propagação dos acontecimentos em tempo real propiciada pela internet e a reinvenção do conceito de “de porta em porta” pelas redes sociais vão, aos poucos, inviabilizando a existência das bancas de jornal e revistas como as conhecemos, a tal ponto que, hoje, esses pequenos negócios, em geral, familiares, vem gradativamente se transformando em verdadeiras lojas de conveniência onde se vende de tudo: pilhas, bala, salgadinho, cigarro, refrigerante, sorvete, presentes, bugigangas Made in China e até jornais e revistas.

 Os tempos, de novo, são outros. Decididamente as pessoas não querem mais pagar para obter informação. Essa compreensão me levou a cerrar as portas da Revistaria da Cidade em julho de 2010, mas o O Catharinense veio comigo. Uma reprodução em tamanho reduzido está emoldurada na parede do meu escritório como símbolo do meu sonho e do sonho de um homem visionário e de todos aqueles que, ao longo da história lutaram e continuam lutando para socializar a informação e propagar as luzes que disseminam as “trevas” do desconhecimento

 

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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