Maria Carolina

"Nina, lindinha, aos três anos"

Eu devia ter uns doze anos quando ouvi pela primeira vez a música “Carolina” do Chico. Imediatamente eu disse: – Quando tiver uma filha ela vai se chamar Carolina! Maria Carolina. A Nina me chegou como presente de aniversário numa noite enluarada do ano da graça de 1979. Para não perder a festa, ela antecipou a data prevista do seu nascimento em vinte e um dias e aportou em minha casa um dia antes de eu completar vinte e cinco anos. (Daquele ano em diante, festejamos juntas nossos aniversários. Quer dizer: eu faço festa na festa dela, é claro!).

Ter aquela coisinha careca e tão “pequeninha” nos braços foi uma experiência tão totalizante que, ao lembrar, ainda fico emocionada.  A Nina sempre foi uma criança educadinha, alegre, amorosa, gentil e muito inteligente, tanto que, aos sete meses falou “Mamãe!”.  Para minha alegria ficava o dia inteiro repetindo sozinha como a usufruir a descoberta: “Mamãe! Mamãe!”, dizia com um sorrisinho no rosto. Eu babava! (e ainda babo!).

Adorava brincar de boneca, de casinha, de escolinha, de fazer comidinha, gostava muito de dançar e de ler seus livrinhos de história. Gostava, principalmente, que eu lesse para ela. Certa noite nos deitamos, lado a lado, em minha cama, com um livro que havíamos acabado de comprar. Quando o pai dela entrou no quarto, pé ante pé para não acordá-la, lá estava a Nina, sentadinha na cama lendo o livro de cabeça para baixo, (inventando) a historinha para mim. Eu, fazendo minha parte, dormia como um anjo. Gostava tanto de ler que se tornou jornalista.

Ela sempre foi a minha menina, minha princesa, a Maria Carolina, minha filha muito amada! Aquela que me ensinou as primeiras lições dessa arte tão complexa quão fascinante que é ser mãe.

 Feliz Dia das Crianças, filha!

 

 

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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