Ao Miramar, in Memoriam

Memorial Miramar um esforço (bizarro) de compensar a inutilidade da sua demolição há exatos 37 anos (24 de outubro de 1974).

“Destruída parte de um bairro onde pendiam lembranças da infância do seu morador, algo de si morre junto com as paredes ruídas, os jardins cimentados. Mas a tristeza do indíviduo não muda o curso das coisas. (…) Só o grupo pode resistir e recompor traços de sua vida passada. Só a inteligência e o trabalho de um grupo (uma sociedade de amigos de bairro, por exemplo) podem reconquistar as coisas preciosas que se perderam, enquanto estas são reconquistáveis. Quando não há essa resistência coletiva os indivíduos se dispersam e são lançadas longe as raízes partidas.

Podem arrasar as casas, mudar o curso das ruas; as pedras mudam de lugar, mas como destruir os vínculos com que os homens se ligavam a elas? (…) À resistência muda das coisas, à teimosia das pedras, une-se a rebeldia da memória que as repõe em seu lugar antigo”.

Ecléa Bosi

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