Na Esquina

DSC04817Balaios, cestos, colares, animais esculpidos em madeira pirogravada, fraldas descartáveis, garrafa de refrigerante, marmitex, saco plástico.

Sentada no chão, em meio àquela paisagem improvável, uma jovem índia com seu indiozinho adormecido sobre o regaço. Olhar perdido, desalentado, pobre Pietá extemporânea.

* Republicado no Dia do Índio

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

2 thoughts on “Na Esquina

  1. Márcio Rodrigues traduzindo com poesia a minha perplexidade. De senhores a elementos descartados, os índios não cabem no Brasil que faz parte do “clubinho” das maiores economias do mundo. A não ser como enfeite. A extemporaneidade foi o que mais me chocou naquela cena.

  2. Na Laguna já tão pobre, a mesma cena se repete.
    Na calçada ante à casa antiga, mendigam os antigos senhores de Embiaçá.

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