O Rapto da Moça (a tradição de “pular a janela”)

Houve um tempo em que as moças – que aqui a gente chama ou de guria ou de rapariga -, “pulavam a janela”, como se diz, e fugiam de casa com seus amados sob as bênçãos de toda a família que, previamente alertada, ia dormir mais cedo para não botar empecilho. No dia seguinte, as mães das moças, emocionadas, iam, de porta em porta, confirmar o rapto com as comadres e os pais dos moços com os compadres, orgulhosos dos filhos e do sucedido.

Aqui a gente ama assim, ingenuamente, intensamente. Tanto é verdade, que conduzimos nossos mortos à sua morada eterna por uma rua chamada Avenida da Saudade. Não é lindo?

Pelo Dia dos Enamorados

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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