O Melhor Avô do Mundo!

Quando minha filha Maria Carolina nasceu, sua primeira neta, meu pai fez um jogo de mesinha e quatro cadeirinhas cor de rosa igualzinho ao que o meu avô Manoel fez quando nasci. Era um pai presente, provedor, parceiro. Era muito rígido e severo quando éramos crianças, mas adoçou do dia para a noite quando se tornou avô.

Tinha restrições alimentares por conta de um enfarte aos 36 anos, mas em conluio com os netos, vivia fazendo o que não devia. Certa vez o surpreendi,   se entupindo de azeitona e amendoim japonês, escondido, junto com meus filhos. Dei-lhe uma bronca, ele riu e ficou bem quietinho. À noite, a Nina, que na época tinha uns cinco anos, disse: – Mamãe, eu não tive culpa. O vovô é que vive me chamando: “Nina, vamos comer azeitona com o vovô?”  O porta-malas do carro dele tá sempre cheio de coisa gostosa. Fui averiguar e levei um susto, aquilo era uma verdadeira loja de inconveniências: balas de goma e amendoim japonês, em embalagens de 1 kg do tipo que se compra em lojas de 1,99, vidros e mais vidros de palmito e de azeitonas.

Anos mais tarde soube que eles continuaram com a prática apesar da minha proibição. Em seu aniversário de 80 anos, meus filhos lhe deram um troféu de campeão com a inscrição MELHOR AVÔ DO MUNDO. Foi seu último aniversário entre nós.

Seo Lourival e D. Aurelina, grandes pais, grandes avós!
Seo Lourival e D. Aurelina, grandes pais, grandes avós!

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