Rabuda e Espaçosa

Da série O que vejo da janela do ônibus.

Da série O que vejo da janela do ônibus.

Entro no ônibus de corredor vazio e assentos lotados, à exceção de um lugar perto da catraca. Meio lugar, melhor dizendo, pois uma jovem quase deitada de lado, ocupa praticamente todo o espaço, a cabeça encostada na janela, a bunda levantada, tomando um refrigério.

Estivesse de saia curta seria autuada por atentado ao pudor. Estaquei a sua frente como quem diz. Ela levantou os olhos lentamente como quem diz: – Sério? Eu doida pra perguntar: – Taí zassada, nega? Mas, contendo minha bestialidade, que educação é isso, pedi, gentilmente: – Dá licença?

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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