A ARTE DAS ETAPAS

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(O CONTO)

“…Era uma vez uma comunidade de mulheres especialistas na arte de desvendar a beleza oculta das coisas, as Criveiras, também chamadas Mestres das Etapas. Ao atingir determinada idade, toda menina era encaminhada à D. Maria do Crivo, a Vovó Criveira , para que fosse iniciada no manuseio de tecidos, linhas e bastidores. Mas a arte de bordar é como a Vida, desafia os aprendizes, e exige mais que vontade de aprender. Exige disponibilidade e paciência para desfazer e refazer o trabalho e repetir os passos, um a um, tentando uma melhor performance.

Certo dia, uma das meninas, perguntou: – Vovó, qual o segredo da ‘arte das etapas’? Em sua simplicidade e sabedoria, D. Maria Criveira respondeu com seis perguntas: – Tu sabes fazer o Desfiado? – Sei. Respondeu a menina alegremente. – E o ponto Tampado? – Claro! – Pois, muito bem. Sabes fazer a Urdidura? – Sei, Vovó. A senhora me ensinou! – Tu conheces o ponto Caseado? – Sim! – E o Engomado? – Claro, Vovó! – Então, minha filha, o que estás esperando para descobrir os segredos do Crivo por ti mesma?”.

(Autor Desconhecido)

Colaboração da querida amiga Cristianne Sá Bez

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

2 thoughts on “A ARTE DAS ETAPAS

  1. Um dia li algo assim: O crivo é considerado tão lindo pelas criveiras, que alude a algo produzido com um dom de Deus. Assim, é possível dizer que “o celeste se revela na criação, na criatura… “a imaginatio vera” é a agulha e a linha que unem a intenção divina à natureza, isto é, a alma humana” Durhand (1995).

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