O Que a Musa Eterna Canta

Cesse de uma vez meu vão desejo

de que o poema sirva a todas as fomes.

Um jogador de futebol chegou mesmo  a declarar:

‘Tenho birrra de que me chamem de intelectual,

sou um homem como todos os outros’.

Ah, que sabedoria, como todos os outros,

a quem bastou descobrir:

letras eu quero é pra pedir emprego,

agradecer favores,

escrever meu nome completo.

O mais são as maltraçadas linhas.

DSC00729

 

Poema: Adélia Prado

Bordado: Norma Bruno

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