O Que a Musa Eterna Canta

Cesse de uma vez meu vão desejo

de que o poema sirva a todas as fomes.

Um jogador de futebol chegou mesmo  a declarar:

‘Tenho birrra de que me chamem de intelectual,

sou um homem como todos os outros’.

Ah, que sabedoria, como todos os outros,

a quem bastou descobrir:

letras eu quero é pra pedir emprego,

agradecer favores,

escrever meu nome completo.

O mais são as maltraçadas linhas.

DSC00729

 

Poema: Adélia Prado

Bordado: Norma Bruno

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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