Uma Nativa em Lisboa

lisboa-de-onibus

Foi ela descer a escadaria do avião e começar a falação.

Ué! Mas não tem finger?

Não tem o quê, mãe?

Finger, aquele troço que incaxa na porta do avião pra gente non pegá nem chuva nem sol’

Poisé, não tem.

Comé qui pode?  Depois ficam sentando o pau no pobre do Aeroporto Hercílio Luz! 

Vem, mãe, vamos entrando que o ônibus tá enchendo.

O ônibus saiu socado de gente e rodou, rodou e rodou pelo imenso Terminal de Lisboa e ela lá, em pé, contrariada com tanta curva pra direita e pra esquerda. Lá pelas tantas, ela diz bem alto:– Fosse em Florianópolis a gente já tinha chegado na Costêra!

*imagem capturada na Internet

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About Norma Bruno

Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: - Prosa, quase Poesia - ou vice-verso - Tempo Editorial. 2015 - Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 - A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. - Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br

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