A Propósito do Dia de Finados

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No retorno do Direto do Campo, passávamos, eu e a Filha, em frente ao Cemitério Jardim da Paz.  Falei, meio de “si para si”: – Preciso comprar as flores da Vovó e do Vovô para o Dia dos Finados.

Mãe, não conta comigo pra fazer isso por ti, tá?

E quem disse que eu estou contando? Por que que tu achas que eu quero ser cremada? (Pura chantagem, nem é por isso). A única coisa que eu exijo de vocês é que dividam o pozinho em três partes e joguem em lugares diferentes. Não é pedir muito, é? Cada um escolhe: um punhadinho de cima da Ponte Velha, um punhadinho na Lagoa da Conceição e o restinho no Ribeirão da Ilha.  

A Filha: – Tá, e tu achas que vai ter pra isso tudo?

Acho que dá. Pelos menos  três papelotes dá.  Ato contínuo: – O problema vai ser se pegarem vocês numa blitz! (Preocupação de mãe).

Diz a Filha insensível: – Qualquer coisa eu digo que é pra consumo próprio!

E dizer que arrisquei a minha vida pra essa rapariga nascer!

 

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2 comentários sobre “A Propósito do Dia de Finados

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