A Mais Bela Rapariga e o Homem Extraordinário

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Meu amigo escritor, Luís Osório,  fez uma confidência em seu perfil no Facebook:

“Só me lembro do nome: Leta. Uma grande amiga de minha mãe. Tinha uma filha que vi uma única vez, assombrei-me. A mais bonita rapariga que vi até hoje, tão bonita que hoje sei que não podia existir. Durante muitos anos, nos dias de festa e gargalhadas, recordava-se em minha casa a noite em que caí desamparado da cama depois de gritar várias vezes por ela. Tinha 9 anos”.

Faço eu também uma confissão:

Passei pela mesma experiência aos oito anos. Ele era trapezista de um circo que aportou na minha cidade. Tinha os cabelos negros, muito negros, usava um macacão vermelho e girava no ar sem qualquer sustentação. Era mágico! Quando o circo foi embora, a cidade ficou estranhamente vazia. Lembro de mim sentada, aos prantos, diante do espelho. Minha mãe perguntou:

O que houve?????

– Tô com saudade da Irmã Matilde (minha professora do Colégio), respondi. Era janeiro, tempo de férias. O tempo passou, apaixonei-me outras vezes, mas nunca mais me equilibrei na vida.

*Imagem capturada na Internet

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