Na Ribeira

ribeira-do-douro

Fosse um filme este seria o momento em que a Mocinha deixa cair a bandeja… Ela diria no esforço de parecer espirituosa: – Por que não deixas?, ele diria no esforço de parecer descontraído. – Não… Este pão tem muito boa aparência. Além disso, aquela moça teria que limpar a sujeira e ela parece tão cansada…Melhor sentar-se aqui, então. – O que fazes aqui? Ela perguntaria tentando não parecer atordoada. – Vim ao teu encontro. – Continuas bom no trato com as palavras… Ele sorriria. –  Como sabias…?  – Redes sociais às vezes servem para alguma coisa… – Digo aqui, nesta Padaria… – Sigo teus passos… 

Recorreria ao café  e agradeceria a facilidade do café morno, ela que o exigia sempre quente. – Como assim… Segues… – Vens à Padaria Portuguesa pela manhã, nesta hora exata, vais à Ribeira ao fim da tarde. Sentas-te à mesma mesa. Pedes vinho, queijo e pão. – E azeitonas. – E azeitonas. – Vou ver o Sol morrer no Douro. – E o que vês? – É Dourado. – Continuas a mesma. Ele rindo-se do trocadilho. – Esforço-me para não sê-lo. Ela sorriria. – Tenho estado a ver-te,  ele sério, antes de sair. E o café esfriando sobre a mesa…

*Ribeira do Douro vista da Ponte D. Luís I

Foto da autora

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