Calçadas

Lisboa Arcos

Voei e
evitei – não este
verbo, não esta
arte de
liberdade –

Meu peito selvagem
levou-me acima
do marasmo das brisas
sonolentas do Equador
Desejei uma terra anciã
para fortalecer,
acariciar a ansiedade

tornando perdidas as gotas
de sangue da indecisão que ardem
na fome –
alimentei-me com
a mais livre queda
do peito

Regalo-me nas
calçadas brilhantes de Lisboa,
no seu rio de setembro,
nos arcos que me protegem
da indecisão

– Protejam-me da indecisão –

Elevo-me,
imagino e pinto
os ventos que
levam ao Norte

Quatro voltas
atrasado, o artifício confessa,
estas florestas sulistas
descansam no passado
de sua flor primaveril
enquanto degusto
este sopro de calor
do ultimo verão.

Arthus Mehanna
Lisboa, Portugal
30/10/2010

Foto: Arcadas de Lisboa – Norma Bruno

Setembro de 2016

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