Cidade Rendada

“O designer da Polônia, conhecido pelo pseudônimo  NeSpoon  tece rendas na paisagem urbana aplicando-as nas paredes de edifícios com a ajuda de stencils especiais. Acredita que os meandros de certos padrões culturais escondem  códigos reconhecíveis por todos. Além disso, as rendas  embelezam o espaço e criam uma atmosfera positiva”.

http://www.livemaster.ru/topic/1282977-gorod-v-kruzhevah-nezhno-azhurnyj-strit-art-ot-dizajnera-nespoon

Cidade Rendada, uma expressão de generosidade urbana que combina com Florianópolis. Ou não?

Fonte: Perfil  Ярмарка Мастеров do Facebook

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O Tamanho da Fome

Foto: Joaquim Araujo. Varal da Trajano
Foto: Joaquim Araujo. Varal da Trajano

Mal atravessei a rua ele me abordou: – Paga um lanche pra mim, tia? Tô com fome! Tem uma lanchonete ali, ó!  Girei sobre os calcanhares enquanto ele contava o resto do enredo: – Se a senhora puder me ajudar com algum trocado pra comprar a passagem pra Imbituba… Eu sou de lá. Acabei de sair da Penitenciária. Cumpri oito anos… Eu pago o teu lanche, respondi. Na entrada da lanchonete o proprietário me lançou um olhar preocupado: – Pode escolher o lanche que tu quiseres, eu disse enquanto olhava para o homem como a dizer “está tudo bem”. Ele relaxou e passou a dar atenção ao jovem. Eu sugeri: – Queres um sanduíche? (mais nutritivo, maior, dá mais sustança, pensei). Ele: – Prefiro este aqui, apontando um empanadoe um refri. – Não preferes um suco? É mais saudável. Ó, eu me metendo! Ele disse: – Pode ser. De laranja. O atendente: – Vai comer aqui ou quer que embrulhe? – Já vou comendo, ele respondeu. Agradeceu e sumiu.  

Saí apreciando as vitrines coloridas da Vidal. Meu destino: o Varal da Trajano, a exposição fotográfica que destaca o trabalho dos nossos melhores profissionais sempre no último sábado de cada mês. Naquele dia o destaque era o trabalho do fotógrafo Joaquim Araújo, um apaixonado pela cidade e suas gentes. Como eu.

Quando cheguei o artista conversava com algumas pessoas. Ao redor, homens barulhentos portando máquinas fotográficas pareciam um bando de meninos com seus brinquedos no dia seguinte ao Natal, tal o entusiasmo. Aquilo merecia um registro.

Lindo o trabalho do Joaquim Araújo e que projeto maravilhoso o Varal da Trajano! Excelente ideia essa de reocupar os espaços centrais da Cidade através da Arte.

O Joaquim e eu nos avistamos de longe e caminhamos de braços abertos um em direção ao outro. Um abraço de alegria em dose dupla pelo sucesso da exposição e porque – até que enfim! -, nos encontramos pessoalmente. Bendito seja o Facebook!

Estávamos ali, animados, comentando a exposição e viajando nas fotos quando alguém bateu em meu ombro: – Paga um lanche pra mim, tia? Tô com fome!  Era ele. Eu protestei: – Eu acabei de pagar um lanche pra ti. Muito educadamente ele disse: – Só que não matou a minha fome!

Foi como um soco no peito. – Desculpa. Tens razão. Quem sou eu pra determinar o tamanho da tua fome?  O dinheiro que eu tenho aqui eu vou precisar – olhei em volta – pede pra aqueles moços ali e indiquei o bando de meninos com seus brinquedos.

Aprendi uma preciosa lição: Cada um sabe o tamanho da sua fome.

Obrigada, Luciano.

Artivismo: um Novo Olhar sobre a Cidade

A Casa Triste. Imagem capturada no site www.boredpanda.com
A Casa Triste. Imagem capturada no site http://www.boredpanda.com

A Arte conduz o olhar distraído e dá visibilidade às casas, aos prédios e aos equipamentos urbanos maltratados ou abandonados. Artvismo do artista Diogo Machado, de Portugal.

Imagem captada no site www.boredpanda.com
Imagem captada no site http://www.boredpanda.com

Via perfil de Cora Ronai, no Facebook.

http://www.boredpanda.com/ceramic-tile-illusion-diogo-machado-portugal/