Inocência

Desafinada, a Menininha canta:

“Quero ver você não chorar,

não olhar pra trás,

nem se arrepender do que faz…

Quero ver o Amor nascer,

mas se a dor crescer,

você resistir e sorrir…

Bom Natal, um Feliz Natal,

muito Amor e Paz pra você! Pra vooo-cê!”

No coletivo, todos se olham e sorriem, enternecidos. É fevereiro, mas porque é Natal em seu coração, a Menininha canta. De vez em quando o Natal também acontece fora de hora em meu coração (hoje não). Mesmo assim eu não canto. Tenho idade.

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Exposição Virtual de Presépios Lapinhas [3]

Lapinha visão lateral Autoria: Osmarina e Paulo Vilalva

 Ao girar a lapinha, sua riqueza plástica se revela por inteiro: abrem-se diversas cenas, entre elas o presépio, como esse ambientado numa pequena gruta, onde estão seus personagens e as oferendas (louça de barro, copos-de-leite trazidos pelos visitadores). Aqui a Estrela Guia é representada por uma linda concha do mar.

O uso de conchas na confecção da lapinha é sua caractérística mais marcante e de onde deriva seu nome.  Lapinha é a concha de um molusco abundante no Arquipélago dos Açores; com ele se faz um singular presépio que se usa o ano inteiro.

Exposição Virtual de Presépios [6]

Presépio Circular.

 Aqui a cena do Nascimento está ambientada na Ilha de Santa Catarina caracterizada pela casa de arquitetura luso-açoriana, a presença de dois prosaicos perús, as crianças com seus brinquedos e a “mulher na janela”, um costume arraigado entre as comadres que ficam assuntando a vizinhança.

Autoria: Osmarina e Paulo Vilalva