Franklin Cascaes

“Boneco” de Franklin Cascaes em tamanho natural. Obra da ceramista Osmarina e Paulo Villalva para o Presépio Natural da Família Villalva no Natal de 2011. Cascaes foi  representado como um dos Reis Magos. Ao seu lado, um pescador, o segundo Mago. Canoa e  rede são suas singelas oferendas.

Admirado e respeitado pelo povo, Cascaes se ressentia da falta de apoio oficial, fazia tudo às suas próprias “expensas”, para usar uma expressão própria dele, vivia às turras com os políticos e autoridades acusando-os  de descuido com o patrimônio cultural e natural da Ilha num tempo em que não se falava em preservação; ao contrário, como hoje, a necessidade de “progresso” era a justificativa para a sua destruição.

Levava uma vida simples, vivia do salário de professor aposentado, vestia-se modestamente, morava de aluguel. Nunca foi seduzido pelas significativas somas que lhe ofereceram diversos compradores, inclusive estrangeiros, interessados em sua obra. Nunca vendeu uma peça sequer, mas fez inúmeras doações a instituições no Estado e teve o desprazer de ver suas obras serem vendidas pelos titulares dessas instituições. Guardava disso uma grande mágoa.

Feliz Natal para Todos Nós!

Menino Jesus - Presépio de Autoria de Osmarina e Paulo Villalva

 
 
Depois do Fim
 
Brotou uma flor dentro de uma caveira.
Brotou um riso em meio a um De Profundis.
Mas o riso era infantil e irresistível,
As pétalas da flor irrestivelmente azuis… 
Um cavalo pastava junto de uma coluna
Que agora sustentava o céu.
 
A missa era campal: o vendaval dos cânticos
Curvava como um trigal a cabeça dos fiéis.
Já não se viam mais os pássaros mecânicos.
Tudo já era findo no sobre o velho mundo.
Diziam que uma guerra simplificara tudo.
Ficou, porém, a prece, um grito último da esperança…
Subia, às vezes, no ar, aquele riso inexplicável de criança
E sempre havia alguém reinventando o amor.
 
 
Mário Quintana
(quem haveria de ser?)

Presépio Paz na Terra Personagens

Nossa Senhora, São José e Rei Mago adorando o Menino Deus.

Na cena, a renda de bilro, a esteira, o cocho de madeira utilizado para tratar o gado, os animais domésticos, panelas e potes de barro, coisas do cotidiano da nossa gente que, na mão do artista, revelam toda sua beleza e plasticidade.